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Confortados para confortar

"Se somos confortados, é também para o vosso conforto" (II Coríntios 1.6). O primeiro tema que o Apóstolo Paulo trata em sua Segunda Epístola aos Coríntios é o da consolação. Há uma razão para isto: Paulo e seus companheiros haviam padecido muitas tribulações em seu trabalho na Ásia Menor (II Coríntios 1.8), perseguições de várias ordens, abatimento, tristeza; ao mesmo tempo, foram contemplados por uma expressão maravilhosa do conforto divino. Assim, tendo sido confortados pelo SENHOR, tornaram-se aptos a confortar a Igreja do SENHOR. 

A fonte da consolação é o SENHORII Coríntios 1.3-11 principia com uma doxologia, ou seja, uma expressão de louvor e glória a Deus: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso SENHOR Jesus Cristo" (v. 3); vemos a mesma declaração em Efésios 1.3; é o reconhecimento de que nossa vida deve sempre mirar a glória de Deus. Mas em II Coríntios o hino de glória vem acompanhado de outra afirmação: "o Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação" (v. 3). 

Em Lucas 15.11-32 deparamo-nos com a chamada Parábola do Filho Pródigo; como tantas vezes se disse, a Parábola tem mais a ver com o amor do Pai do que com a prodigalidade do filho, tanto que no v. 20 lemos que o "Pai compadecido" foi na direção do filho. A paternidade e a misericórdia casam-se perfeitamente; ser pai é exercitar a compaixão o tempo todo, por isso, o nosso Deus é chamado de "Pai de misericórdias", apontando para a pluralidade deste prática. 

Outrossim, também se diz do SENHOR que é "Deus de toda consolação". A consolação vincula-se à misericórdia para expressar aonde o SENHOR quer nos levar. Deus não apenas se sensibiliza com nossa miserabilidade espiritual, moral, muitas vezes, física e material, mas promove no mais profundo e na totalidade de nosso ser o conforto de que tanto necessitamos. 

Ressalte-se o uso da expressão "toda consolação". Há remédio para muitas males, mas não para todos; já, no tocante ao agir de Deus, nada fica fora do seu espectro. Não há mal que o SENHOR não cure, não há dor que Ele não aplaque, não há tristeza que Deus não conforte. Mesmo valendo-se de muitos instrumentos, a fonte de toda a consolação é o nosso Deus. 

Os desconfortos testam a nossa fé. Usamos o termo desconforto como sinônimo de tribulação; diversas vezes nesta passagem Paulo menciona as tribulações de que foi objeto (v. 4, 6, 8). À primeira vista não vemos sentido em passar por tempos atribulados, chegamos a indagar: em que isto vai colaborar com nosso crescimento espiritual? No entanto, os caminhos do SENHOR não são os nossos caminhos (Isaías 55.8), e justamente por eles, somos aprimorados em nossa fé. 

Em Romanos 5.3-5, Paulo traça a trajetória que parte da tribulação para a esperança. A tribulação demanda nossa perseverança na fé; quando esta alcança seu objetivo, tornamo-nos experientes nas coisas de Deus; o resultado é que mais uma vez a esperança toma a dianteira da vida, não deixando espaço para o desespero dominar. 

Voltando a Coríntios, Paulo explicita que as tribulações foram oportunas para o SENHOR manifestar toda a sua consolação, e, uma vez consolado pelo SENHOR, ele se capacitou a confortar a outrem, tornando-se um canal do conforto divino (v. 4). 

Desconforto e consolação em Cristo são sempre intensos. É notável nesta passagem que nada é superficial, tudo é profundo e intenso. A natureza da tribulação foi tão grande que chegou às raias do desespero (v. 8), mas o SENHOR é Deus de toda consolação (v. 3). Os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida, mas a consolação, também, transborda por meio de Cristo (v. 5). Participamos dos sofrimentos e da consolação (v. 7). 

Para refletir: 1. Por que em tempos de tribulação nos entregamos ao sentimento de abandono? 2. Há limites para a consolação divina? Há tribulações que estejam fora do alcance do Senhor? 3. Que tipo de canal temos sido: de tribulação e desespero ou de conforto e consolação? 

  Rev. Juarez Marcondes Filho


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