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Ensinando a amar

"Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" (Deuteronômio 6.5). 

Pressuposto básico em todas as sociedades é a busca da boa convivência; assim, falar de amar o próximo, ultrapassa a dimensão de um mandamento bíblico para alcançar um fundamento de toda a civilização. Mesmo pessoas completamente alheias à mensagem evangélica, reconhecem este paradigma universal que visa a integração do homem com o seu semelhante. Por isso, podemos afirmar que amar o próximo é um consenso em toda a humanidade. A questão é que isto não é um dado da natureza, é matéria de aprendizado, é preciso aprender a amar o próximo. 

Deuteronômio 6.1-9 guarda este tesouro precioso que nos coloca na escola do aprendizado do amor. E a primeira e fundamental lição é que o amor ao próximo começa com o amor a Deus acima de todas as coisas. 

Podemos afirmar que aquele que aprende a amar a Deus com a amplitude exigida nesta passagem, se acha em marcha bem adiantada para expressar o amor ao próximo. O inverso não é verdadeiro, ou seja, aquele que se dedica imensamente na prática do amor ao próximo não está adiantado no caminho para aprender a amar a Deus. Não é amando ao próximo que aprendemos a amar a Deus, mas, sim, o contrário, esta é ordem dos fatores. 

Cristo estabeleceu com absoluta correção o ordenamento da matéria. Indagado acerca do grande e principal mandamento, respondeu sem pestanejar: "amar a Deus" (Mateus 22.37). Ato contínuo, declarou que, por força de consequência, é preciso amar o próximo (Mateus 22.39). E concluiu: "Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mateus 22.40), ou seja, toda a Escritura Sagrada. 

A escola do amor estabelece, um ambiente, um programa e uma metodologia, que precisam ser levados às últimas consequências. 

ambiente é o espaço em que o amor é vivenciado. Não devemos procurar o lugar para o exercício do amor a Deus fora de nós, mas no íntimo de nossa vida. "Amar de todo o coração, de toda a alma e de toda a força" não se constitui em 3 ambientes distintos, se trata de uma forma enfática de se referir à profundidade deste amor. O amor a Deus não pode ser periférico, superficial, formalista, burocrático; precisa ser íntimo, profundo, que vai às raízes da existência. 

É notável que o crente cultive a intimidade com Deus (Salmo 25.14) e não tenha dificuldade nenhuma para expressar seus sentimentos, suas necessidades, suas expectativas diante de Deus. O mesmo não se dá com aquele que, mesmo cultivando uma vida religiosa, ainda se relaciona com o Altíssimo na base de meros ritos. 

programa proposto é intenso e cobre todas as áreas da vida. O relacionamento de amor para com Deus não se acha adstrito ao cumprimento de atividades eclesiais, com dia, hora e lugar marcados. O currículo desta escola de amor nos remete a todas as áreas de nossa vida, a começar de nosso espaço doméstico; a família é realçada neste programa, aliás, como se diz, uma coisa é amar a Deus na Igreja, na hora do Culto, outra, é amar a Deus à roda da mesa, dentro de casa (Salmo 128.3). O programa se estende por toda jornada diária: "andando no caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te"(Deuteronômio 6.7). 

Finalmente, quanto à metodologia, Moisés aponta o seguinte: "Atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas" (Deuteronômio 6.8-9). Não basta dedicar algumas horas ao aprendizado do amor, ele precisa preencher o tempo todo de nossa vida, precisa estar diante dos nossos olhos e de nossa máxima atenção. 

Questões para refletir: 1. Amar a Deus, amar o próximo, é possível escolher um em detrimento do outro? 2. Por que a ordem é primeiro a Deus, depois, ao próximo? 3. Como provamos nosso amor a Deus (I João 4.20)? 4. Estamos diante de uma opção ou de um mandamento divino (I João 4.21)?

Rev. Juarez Marcondes Filho


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