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Cristo, o Mestre

O perdido pecador pode vir a ser a nova criatura, completamente salva, pela operação da graça de Deus. Isto se dá pelo ministério de Cristo, que burila no arrependido pecador as suas feições, o seu caráter, os seus valores. 

Trata-se de um trabalho semelhante ao do lapidador, que toma a pedra bruta e, com seus esforços, traz ao fim um jóia preciosa. O trabalho do lapidador é marcado por ciência e arte. Os dois fatores trabalham em perfeita sintonia, de modo que o empenho artístico não traz dano à pedra preciosa; por outro lado, o cuidado excessivo com o produto, ainda em estado bruto, não o impede de apresentar um belíssimo resultado ao final do trabalho. 

Para realizar este feito, um lapidador segue algum modelo, que tanto pode estar nos melhores manuais, como em sua própria mente. O modelo baliza suas ações, visando o produto em sua forma final. 

Na obra de Cristo, lapidador e modelo coincidem. Cristo declarou: “Basta ao discípulo ser como o seu mestre” (Mateus 10.25). O objetivo do discípulo é ficar parecido com o mestre. Ao mesmo tempo, o trabalho do mestre é tornar o discípulo um verdadeiro seguidor de seus passos. Ele não pode ser discípulo, apenas, de nome, deve ser um discípulo reconhecido pelo seu caráter e obra. Assim, Cristo transforma a pedra bruta e o metal in natura em jóia preciosa. 

 É curioso Jesus usar a expressão “basta”. Ela dá a entender que é o bastante, que é o suficiente. Não precisa exagerar na dose, não precisa passar disto. Quase chega a dar a impressão de que não se trata de muita coisa. É como se alguém dissesse: “É só você fazer isto, e é o suficiente”. Mas convenhamos, não é pouco. 

Em seu momento de despedida, Jesus foi abordado em termos semelhantes por Filipe, um dos discípulos. Tão maravilhado com o que Jesus fazia e ensinava, ele ousou solicitar de Cristo um derradeiro sinal, quando disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta” (João 14.8). A estas alturas da caminhada, parecia tão pouco. Afinal, Cristo já havia realizado tantas proezas, demonstrado tanto poder, que só faltava mesmo isto, mostrar o Pai. 

A resposta de Cristo mostrou cabalmente o que significa ser bastante: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9). Aqui, Jesus não mede palavras para se apresentar como a perfeita revelação do Pai. 

O que podemos ver acerca de Deus, com nossa percepção humana tão precária, nos foi demonstrado por Cristo. Para confirmar as palavras de Jesus, temos o seguinte depoimento: “Ele (Cristo), que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser (Deus), sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1.3). 

Não, definitivamente, não! O que basta não é coisa de somenos importância. De fato, é suficiente o discípulo ser como o mestre, mas isto não é tarefa pequena, nem para o discípulo que está sendo treinado, nem para o mestre que está exercitando o seu ensinamento. Mestre e discípulo interagem num permanente intercâmbio que visa aprimorar as qualidades inerentes da pedra preciosa, mas que, ainda, não vieram a lume, pois, o lapidador não terminou o seu trabalho. 

O objetivo de Cristo é impregnar em nós os valores do Reino de Deus, de tal maneira que sejamos constituídos em seus cooperadores na construção de um mundo melhor. Para isto, ele se apresenta como padrão, desafiando-nos nos seguintes termos: “Eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13.15). 

Na ocasião em que comemoramos o Dia do Mestre, como atenciosos discípulos, deixemo-nos burilar pelo modelo do Mestre Supremo. 

Para refletir: 1. À luz de Mateus 10.25, qual ônus recai sobre quem se modela no Mestre? 2. O que significa não estar acima do Mestre (Mateus 10.24)? 3. Por que insistimos em ensinar a Deus, ao invés de ser por ele ensinados? 4. Nossa experiência de vida vale mais do o ensino da Palavra de Deus? 

Rev. Juarez Marcondes Filho


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