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Antagônicos

“Os antagônicos sobressaem, o bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o injusto, e assim por diante. Há um antagonismo que não pode ser olvidado: obediência versus desobediência. 

Estamos tratando do império da vontade de Deus no mundo e em nossas vidas, especialmente na Igreja, uma vez que celebramos 130 anos sob a vontade do Senhor. Reconhecer que Deus é ser pessoal implica em saber que ele tem propósitos, desígnios, e uma clara vontade. Somente aqueles que falam de Deus como uma mera força, quase desgovernada, não conseguem se aperceber da pessoalidade e da vontade divinas. 

Parafraseando Shakespeare, a questão é: obedecer ou não? Cada qual tem o seu embasamento e traz suas consequências. Tendo escolhido um rumo, não será possível chegar ao objetivo que o outro almejava. Da obediência, temos um resultado, da desobediência, outro. 

A desobediência é rebeldia. A terminologia é forte e marcante. Muitas vezes, tomamos um ato de desobediência como de somenos importância; uma criança não atende à recomendação de seus pais, e a gente dá de ombros, imaginando que se trata apenas de um jeito de ser; em outra circunstâncias, simplesmente, uma indisposição de cumprir o que foi acordado. No entanto, a desobediência traz consigo a marca da rebelião. 

A ordem divina foi clara: "da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás" (Gênesis 2.17). Alguns versículos adiante lemos: "tomou-lhe do fruto e comeu" (Gênesis 3.6). 

Poderíamos definir este desatino como mera infantilidade, afinal, algo tão simples não poderia ser resistido. Mas o coração rebelde não mede as consequências. 

A desobediência é incredulidade. A Bíblia ensina que "a fé vem pela pregação da palavra de Cristo" (Romanos 10.17). Quando ouvimos as Escrituras, devemos emprestar toda a atenção, pois, é este exercício que vai fortalecer a nossa fé. Enquanto a ordem divina era para não se comer a árvore do conhecimento do bem e do mal, a serpente trouxe uma "nova" palavra de Deus: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gênesis 3.1). 

Ao mesmo tempo em que a mulher mencionou a ordem divina, ela titubeou ante a ponderação diabólica; ela creu parcialmente na Palavra de Deus, o que equivale dizer, foi incrédulo, porque ou somos efetivamente crentes ou não somos, não existe o meio-crente. 

A desobediência é pecado. Elencamos alguns comportamentos como pecaminosos, principalmente, os que estão na ordem moral. Mas o pecado é compreendido como um não atendimento ao mandamento de Deus. 

"Pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores" (Romanos 5.19). A natureza pecaminosa foi implantada no coração da humanidade na figura de nossos primeiros pais e, espiritualmente, transmitida a todos, de tal sorte que agora não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores. 

Há saída para isto? Temos alternativa para este estado de coisas? O que o Evangelho nos ensina? 

O Evangelho nos ensina o caminho da obediência. Primeiramente, a obediência perfeita de Cristo: "por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos" (Romanos 5.19). Pela justiça de Cristo, encontramos a porta da obediência. 

Obediência é comunhão. Deus nos entregou mandamentos, não para afastar-se de nós, mas para que nos aproximássemos dele, "seus mandamentos não são penosos" (I João 5.3), são instruções para que andemos em sua companhia. 

Obediência é alegria"A lei do Senhor restaura a alma ... os preceitos do Senhor alegram o coração" (Salmo 19.7, 8). Não se trata de fardo, mas de alívio; não há motivo para tristeza em obedecer a Deus, ao contrário, razões infindáveis de regozijo. 

Obediência é vida. A desobediência caracteriza o pecado e, com ele, houve a inserção da morte no mundo. A obediência de Cristo, na direção oposta, trouxe vida, propiciando que tenhamos "vida em abundância" (João 10.10). O transbordamento de vida é notório no cumprimento da vontade de Deus, no obediente exercício do seu querer, em todas as instâncias de nosso viver. 

Para refletir: 1. Nossas racionalizações para não obedecer a Deus podem sobrepujar a Palavra do Senhor? 2. Como lidar com a nossa contumácia em desobedecer?  3. O que precisamos fazer para ser mais obedientes? 

Rev. Juarez Marcondes Filho


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