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Bons despenseiros

"Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (I Pedro 4.10). 

A Igreja é ambiente de comunhão, é espaço de edificação, é oportunidade para a consolação, mas também é lugar de serviço. Podemos chegar à Casa de Deus fatigados pela sobrecarga que se acumula em nós e ter o alívio desejado, mas não podemos permanecer acomodados, sem nos envolvermos em alguma lide ministerial. Ao tempo em que somos acolhidos, somos instados ao servir cristão. 

Em I Pedro 4.7-10, o Apóstolo fala de oração, de amor fraternal, da prática da hospitalidade, mas coloca todas estes deveres decorrentes de nossa fé em linha com o serviço que devemos desempenhar na Igreja do Senhor. 

A figura dos despenseiro é recorrente nas Escrituras. O Apóstolo Paulo augura que "os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus" (I Coríntios 4.1). Já no Antigo Testamento, vemos a menção ao despenseiro que cuidava da casa de José (Gênesis 43.16); na verdade, o próprio José foi um despenseiro na casa de Potifar, que cuidava de todos os interesses domésticos de seu patrão (Gênesis 39.4). 

O despenseiro tinha sob sua incumbência todos os haveres da casa, cuidando dos empregados, de sua subsistência, do pagamento das contas, do suprimento dos equipamentos, ou seja, tudo dependia dele para que não houvesse nenhuma falta na casa. 

Tendo tudo sob sua responsabilidade, o despenseiro tinha plena consciência de que nada lhe pertencia, tudo era de seu patrão, que a ele confiava seus bens, para com os quais ele deveria revelar elevado zelo. 

A Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30) serve de feliz ilustração do princípio que queremos ressaltar aqui. Ao ausentar-se de seu país por um tempo, o dono dos talentos confiou a alguns de seus servos o cuidado dos mesmos, em proporções diferenciadas. Bem conhecemos o desfecho da parábola, que apresenta alguns como bons despenseiros, e um deles como um mau despenseiro. A grande lição é que um dia o dono dos talentos vai pedir contas de nosso desempenho e, por mais desculpas que apresentemos, o juízo virá sobre nós. 

A graça de Deus nos foi confiada, Ele é o Senhor da graça, mas distende-a para conosco na forma de dons, de dádivas, de recursos, de oportunidades, de tempos, de relacionamentos. É notável o uso da expressão "multiforme", ou seja de variadas formas. Em nossa estreiteza, frequentemente, somos instados a limitar o agir de Deus, encerrando-o dentro de uma pequena caixa, que comporta exclusivamente o nosso entendimento das coisas. Mas a graça de Deus é multiforme. 

A despensa acha-se cheia, pois é o Senhor quem a supre, e seu caráter é pródigo em não deixar faltar nada. O despenseiro não produz graça, não elabora suprimentos, não cria os recursos, ele tão somente administra, cuida, zela, procura fazer o melhor uso. 

Deus supre sua Igreja de recursos humanos, de vidas capacitadas pelos dons do Espírito (Efésios 4.8), os mais variados possíveis (Romanos 12.6), e todos trabalhando em mútua cooperação (I Coríntios 12.25). 

Deus supre sua Igreja de recursos materiais, mormente pela dedicação dos dízimos e ofertas que os crentes prazerosamente trazem à Casa do Senhor, obedecendo ao seu mandar (Malaquias 3.10), demonstrando confiança no suprimento de suas necessidades (Salmo 127.2), servindo uns aos outros conforme o dom que recebeu. 

Neste particular, é imperioso lembrar que não damos nada que já não tenhamos recebido; damos, porque antecipadamente somos alvos da graça; amamos porque Deus nos amou primeiro (I João 4.19), servimos, porque fomos dotados para tal, ofertamos porque o Senhor já nos supriu. 

Para refletir: 1. Queremos ser mais servidos do que servidores (Mateus 20.20-28)? 2. Quais os dons e recursos que dispomos e que não estão sendo bem administrados? 3. De que forma podemos colocá-los em ação? 

Rev. Juarez Marcondes Filho


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