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Servir ou ser servido

“Parafraseando Shakespeare, “servir ou ser servido, eis a questão”. Impossível afirmar que sempre estamos servindo e nunca somos servidos, a principiar com a bondade de Deus com que somos contemplados; o Altíssimo nos serve abundantemente com sua graça. Ademais, sempre estamos sendo assistidos por outrem, em casa, no trabalho, na própria Igreja há alguém para nos socorrer. 

No entanto, claramente discernimos aqueles que apreciam muito ser servidos, mas não se dispõem a servir, são céleres para receber os préstimos do seu semelhante, mas incrivelmente demorados em se disponibilizar. Quando conclamados a dar sua participação, aguardam até aqui todos os espaços tenham sido preenchidos, até que todos os postos tenham sido ocupados, para então declararem-se presentes. 

Por outro lado, são os primeiros a serem servidos, não manifestando qualquer escrúpulo em trazer prejuízo à coletividade. No Livro de Josué, encontramos a triste história de Acã; a ordem divina, quando na conquista de Jericó, foi a de não haver qualquer arrematação dos despojos, pois, mesmo sendo bens preciosos, eram tidos como “coisas condenadas” (6.18). Mas Acã desejou servir-se destes despojos (7.1), e o prejuízo foi de toda a nação, que foi derrotada na batalha seguinte, e o próprio Acã morreu por causa deste pecado (7.25). 

Outro exemplo de gente que somente quer se servir nos vem de Nabal, que se recusou a dar mantimento a Davi e sua milícia. Seu argumento para negar o pedido de Davi é típico de quem só quer ser servido: “Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores e o daria a homens que eu não sei donde vêm?” (I Samuel 25.11). 

Se a Davi foi negado este favor, houve um rei que somente queria servir-se de seus súditos, Acabe, que invejou as terras de Nabote, seu vizinho, especialmente seus parreirais, e auxiliado por Jezabel, sua esposa, viu seu intento de possuir os bens do vizinho realizado, não lhe poupando a vida. 

São exemplos deploráveis e que servem de alerta para nós, a fim de não cairmos nestes mesmos expedientes, ao contrário, que pautemos nossa atitude pelos bons e ricos exemplos de pessoas que, antes de serem servidas, se colocaram à disposição para servir. 

É o caso do Profeta Isaías que, num tempo de instabilidade nacional e incertezas, recebeu a visão do Soberano Deus e um chamado muito forte para o exercício de seu ministério profético, nos seguintes termos: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Isaías 6.8). O apelo trazia consigo o caráter de urgência, importando numa  pronta aceitação da convocação proposta. 

Ora, o Profeta não poderia ter respondido como Moisés, que declarou: “Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim” (Êxodo 4.13). Ao contrário, Isaías se prontificou e respondeu, sem delongas: “Eis-me aqui, envia-me a mim”

Outra figura notável é Timóteo. Paulo queria muito retornar a Filipos, mas se achava impedido, então decidiu enviar a Timóteo, com a seguinte credencial: “A ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Filipenses 2.20-21). A prioridade de Timóteo era servir, e servir bem, e não ser servido. 

O exemplo magno nos vem do próprio Senhor Jesus, ao tomar a dianteira e lavar os pés dos discípulos (João 13.1-20). Por causa disto, pode dizer: “eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (v. 15). 

Para refletir: 1. Como podemos definir nossa personalidade, mais acomodada, aguardando uma convocação estrondosa, ou de completa disponibilidade ao serviço de Cristo? 2. No espírito de servir, temos demonstrado a mesma atitude de Timóteo que não buscava seu próprio interesse e, sim, o de outrem? 3. Ao ser chamados pelo Senhor, temos mostrado pronta disposição ou somos como Moisés que ousou sugerir que Deus mandasse outro? 

  Rev. Juarez Marcondes Filho


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