“O Verbo era Deus”
Pastoral 12/07/2026

TEMA DO ANO – QUE TODOS SEJAM UM
Direção Paternal
A unidade da Igreja tem por fundamento o Senhor Jesus, por meio de sua pessoa e obra; quem Cristo é e o que ele faz respaldam sua súplica para que sejamos um (João 17.21). A unidade da Igreja se acha absolutamente estribada na pessoa e obra de Jesus.
Da mesma sorte, dispomos de um manual seguro para manter nossa unidade, a Escritura Sagrada, que nos orienta nos caminhos do Senhor, pois, ela é perfeita e completamente fiel (Salmo 19.7).
Estes dois pilares sustentam o edifício de Deus, deixam terraplanada a lavoura de Deus (I Coríntios 3.9), aperfeiçoam a família de Deus (Efésios 2.19), concedem força e vigor ao Corpo de Cristo (I Coríntios 12.27), que somos nós, a Igreja do Senhor.
A unidade do Corpo é conduzida pelo próprio Deus, que não deixa os elementos constituintes deste organismo à própria sorte, mas mantém sob sua direção cada uma das partes devidamente integradas ao conjunto, no afã de que, apesar da diversidade dos membros, haja perfeita unidade no Corpo.
Isto tem princípio no agir do Pai celestial, Pai do Filho unigênito (João 1.18), mas Pai de todos os que creem no Filho (João 1.12) e, por seu intermédio, são adotados nesta família (Efesios 1.5), enxertados nesta videira (João 15.2), implantados neste Corpo (I Coríntios 12.12-14).
De súbito, Cristo orou, exclamando: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mateus 11.25). Tal prece traz a lume o zelo divinal em mostrar, por meio da revelação, os caminhos do Senhor, visando conferir valores e princípios que norteiam a vida do povo de Deus.
Deus Pai revela, por meio do Filho, seus propósitos e desígnios, oferecendo ao Corpo de Cristo as diretrizes necessárias para a vida plena da Igreja. A saúde do povo de Deus não pode prescindir da revelação que o Pai apresenta. Ela vem com o objetivo de dirigir o coração de cada crente, a fim de que os filhos de Deus se amoldem à vontade perfeita do Senhor.
A Igreja não é dirigida por programas bem elaborados pelo comitê de planejamento, nem é conduzida pela estrutura bem alicerçada de seu modelo de governo, menos ainda pelo conjunto altamente qualificado de seus líderes. Todos estes elementos, a seu tempo, contribuem com a execução da vontade de Deus, mas é o Pai divinal que está direcionando todas as coisas.
Há uma tentação fortemente sedutora que envolve os filhos de Deus, especialmente aqueles que estão em postos de liderança, que é pensar a seu respeito como os dirigentes cabais de todas as coisas.
O Pai não abre mão de seu protagonismo, estando a frente do seu povo, valendo-se dos seus filhos, mas não outorgando a ninguém a direção de sua Igreja. Todos os membros cooperam zelosamente para o progresso do Evangelho, no entanto, a direção procede da presença do Pai Eterno, que leva a cabo seu propósito soberano, “conforme o conselho de sua vontade” (Efésios 1.11).
Rev. Juarez Marcondes Filho

