“O Verbo era Deus”

João 1.1

Pastoral 02/08/2026

jmf-307
por Rev. Juarez Marcondes Filho

TEMA DO ANO – QUE TODOS SEJAM UM

Membros uns dos outros

“Conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12.5).

A unidade da Igreja, do corpo de Cristo, se manifesta em meio à profusão de membros, cada qual com sua peculiaridade. Não há uniformismo, pois, a beleza da Igreja se revela na diversidade em que se apresentam seus membros.

Trata-se de uma unidade a partir das diferenças, que caem por terra na medida em que prevalece o propósito de Deus. As diferenças e até as divergências são superadas enquanto o Senhor realiza seu objetivo de manter-nos unidos.

Achamo-nos integrados ao querer divino, de tal sorte que nossas predileções particulares não prevalecem e, sim, o que é comum, respeitando cada qual o seu irmão.

Não se trata de tarefa fácil, pois nossa tendência humana é ver triunfar aquilo que atende ao nosso interesse. Em alguns casos, uma verdadeira luta se estabelece, em que o todo precisa vencer o que é particular.

A declaração de que “somos um só corpo em Cristo” se reveste de um princípio essencial na manutenção da unidade, mas é na consciência de que somos “membros uns dos outros” que efetivamente esta unidade encontra seu palco de atuação.

A unidade do corpo é o ideal que só pode ser levado a efeito na medida em que reconhecemos que pertencemos um ao outro. Sozinhos não somos nada, mas na companhia mútua descobrimos significado em cada um. A unidade não pode prescindir da própria diversidade dos membros.

A expressão “membros uns dos outros” traz para o lado prático a percepção de que somos efetivamente “um só corpo”. Um desafio ganha volume enquanto refletimos na importância uns dos outros.

O só pensar que somos o corpo de Cristo não se efetiva até que compreendemos a importância de cada membro neste corpo e sua integração um com o outro, mercê das enormes diferenças existentes, todas são superadas.

Nossos vínculos na Igreja são essenciais, a fim de demonstrar que a Igreja se apresenta unida, coesa e integrada. Estes mesmos vínculos tornam-se efetivos na consciência de que não podemos conceber a existência da própria Igreja sem estarmos conectados uns com os outros.

A mão, por mais eficiente que seja no pegar as coisas, segurá-las e sustentá-las, não pode fazer nada sem o concurso do braço; este por sua vez, reconhece sua importância, mas especialmente porque dispõe de uma mão em sua extremidade para apanhar as coisas (I Coríntios 12.21). Um é membro do outro, e ambos realizam em conjunto suas tarefas, numa dependência mútua.

Assim é na Igreja, onde podemos realizar a missão que nos foi outorgada, jamais esquecendo de que todos são importantes e significativos, sem dispensar a ninguém de sua presença e participação, envolvimento e contribuição, trabalho e cooperação.