“O Verbo era Deus”
Pastoral 23/08/2026

TEMA DO ANO – QUE TODOS SEJAM UM
Efetiva Solidariedade
“Livremente abrirás mão para o teu irmão” (Deuteronômio 15.11)
O contexto da passagem acima diz respeito à solidariedade para com os menos favorecidos. O tecido social de Israel era marcado por pessoas mais abonadas e uma massa muito grande de gente em condição precária; a lei determinava que os mais favorecidos não olvidassem seus irmãos mais pobres.
Em meio a uma sociedade individualista, é dever do cristão não esquecer os mais necessitados, promovendo permanentemente ações que venham a mitigar as aflições dos que padecem das coisas mínimas. A solidariedade é marca da fé bíblica, tanto no Antigo, como no Novo Testamento; a Igreja é o povo do Senhor, sempre obediente ao seu mandar.
Isto se reveste de uma prática corrente no Corpo de Cristo, formado por membros distintos, advindos das mais variadas condições, que precisam encontrar na Igreja seu espaço de acolhimento, convivência e serviço.
Todos têm seu lugar e, em apoio mútuo, contribuem para o desenvolvimento de todo o Corpo. Cada qual coopera com aquilo que se acha ao seu alcance e para o qual foi dotado por Deus. O Senhor capacita os crentes para seu serviço no Reino de Deus.
Todos são igualmente importantes: “Se o ouvido disser: porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixar de o ser” (I Coríntios 12.16). Por outro lado, ninguém pode desprezar a outrem: “não podem os olhos dizer à mão: não precisamos de ti” (I Coríntios 12.20). A solidariedade deve ser buscada e enfatizada a fim de que todos sejam devidamente integrados ao Corpo de Cristo.
Recai sobre os que se acham em posição de liderança e destaque o cuidado com os novos e os menos destacados. A advertência bíblica é muito clara a este respeito: “Os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os que parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra” (I Coríntios 12.22-23).
A solidariedade cristã provém da sensibilidade que os filhos de Deus manifestam ao observarem os que precisam de especial atenção, que não podem ser esquecidos, que em hipótese alguma podem ser deixados para trás. Nosso empenho é caminharmos juntos, unidos e integrados, motivando-nos uns aos outros no trabalho do Senhor.
Desta forma, contribuímos para a unidade do Corpo de Cristo, manifestando efetivando que somos o Povo de Deus, conforme a oração que Jesus solenemente proferiu: “Que todos sejam um” (João 17.21).
Quando pensamos apenas em nós mesmos deixamos de dar nossa colaboração para o desenvolvimento do Corpo de Cristo, e comprometemos o senso de unidade que deve marcar a dinâmica da Igreja. Nossa perspectiva deve sempre ser a do Corpo e não a dos membros individualmente. Praza ao Senhor sempre nos conferir esta atenção.

