“O Verbo era Deus”
Pastoral 04/10/2026

TEMA DO ANO – QUE TODOS SEJAM UM
Unidade para o Testemunho
A unidade traz a lume muitos aspectos concernentes a vida Igreja. A Igreja de Cristo é uma só, não restando alternativa; ela pode ser vista em cada comunidade local, nas mais variadas denominações, e em todos os membros que a compõe, demonstrando características peculiares no que tange à teologia professada, ao convívio requerido, ao testemunho prestado.
Tendo por diretriz a oração proferida por Jesus - “Que todos sejam um” (João 17.21) – pudemos, ao longo de nossa exposição, demonstrar, primeiramente, que se trata de unidade em Cristo, sendo ele o responsável por nos conectar, vincular, agregar à Igreja; Cristo é o Salvador dos filhos de Deus; por meio de seu sacrifício, ele nos integrou à família de Deus.
Além disto, vimos o valor das Escrituras Sagradas, fornecendo o respaldo doutrinário que nos mantém coesos no seio da Igreja; opiniões pessoais, gostos individuais, ideias variadas a respeito de temas teológicos não são a garantia de nossa unidade.
A Palavra de Deus é capaz de dirimir as dúvidas, alimentar a alma, e propiciar a base espiritual que nos mantém na comunidade de fé.
Esta unidade não é estática, mas, sim, dinâmica, ou mais propriamente, a unidade da Igreja se revela na dinâmica do Corpo de Cristo. A Igreja como Corpo de Cristo demonstra, tanto unidade, como diversidade, afinal, o Corpo é um só, mas os membros são muitos. Por causa da dinâmica empreendida, não há razão para o partidarismo, a cisão e o divisionismo, pois, os muitos e diversos membros, em cooperação mútua, contribuem para o progresso completo da Igreja.
Tudo isto, pudemos ver nos 3 primeiros trimestres do ano. Resta, agora, um último aspecto a ser considerado sob a ótica da unidade da Igreja, justamente, aquele que conta com a própria unidade para respaldar o testemunho da Igreja perante o mundo. A súplica de Cristo foi: “Que todos sejam um para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17.21).
A falta da unidade da Igreja traz prejuízo insanável ao desempenho da missão de que fomos incumbidos. Partindo do pressuposto de que a conversão transforma a vida, muitos indagam: por que falta amor e compreensão entre os membros? O Evangelho anunciado não consegue fazer a ponte entre os filhos de Deus? Mesmo professando crer em Cristo, as intrigas e os conflitos parecem prevalecer no seio da Igreja; isto é o que se pode esperar da vivência entre os convertidos?
O convívio fraternal, respeitoso e tolerante, em muito contribui para expressar o Evangelho, o grande amor de Deus, a palavra de redenção para a humanidade. É mandamento divino que devemos cumprir, visando mostrar ao mundo a transformação ocorrida em cada um de nós. O impacto disto na coletividade é muito apreciável, gerando o desejo dos que ainda se acham nas trevas de se achegarem à luz do Senhor, e integrar o próprio Corpo de Cristo.

